Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Ficar Passada dos Carretos

Isto está mesmo a ficar uma desgraceira depois de tanta quarentenada... quarente... nada de todo!

Isto está mesmo a ficar uma desgraceira depois de tanta quarentenada... quarente... nada de todo!

A Ficar Passada dos Carretos

24
Mai20

Vícios bons


Milu

99358435_826182327907540_3658940922168606720_n.jpg

 

Todos os acontecimentos da vida acarretam consequências. Estas podem ter impactos bons ou maus nas vidas das pessoas.  Hoje venho dissertar sobre uma consequência boa.

Depois de cinco anos de frequência de ginásio e com resultados para mim deveras satisfatórios, foi com bastante apreensão que conclui que, devido à Pandemia, tão depressa não poderia retomar os meus treinos. A possibilidade de perder toda a performance adquirida ao longo de todo este tempo, com tanta dedicação e sacrifício, assumiu para mim as dimensões  de uma hecatombe!

Não! Decididamente esta menina não poderia deixar que semelhante coisa acontecesse!

Se por um lado,  o ginásio disponibiliza aulas online, e com elas os prejuízos  na minha condição física seriam menores, por outro lado,  as aulas não é o género que mais gosto. 

Penso que esta minha falta  de apetência pelas aulas de ginásio se deve ao facto de não estar habituada. Tudo na vida são hábitos. Desenvolvido um determinado hábito  este torna-se a nossa normalidade.

Acontece que, a modalidade de musculação foi para mim uma forma de frequentar um ginásio sem estar sujeita a horários estipulados, coisa que detesto, porque já me chegam os horários da minha actividade profissional, os quais me preocupo por respeitar escrupulosamente. Afora isso esforço-me por reservar a minha independência, a minha liberdade de agir.

Mas a preferência pela modalidade de musculação também tem a ver com a minha personalidade! 

O vídeo que poderão visionar neste post explica esse fenómeno muito melhor do que eu!... Para muitos, a musculação não necessitando de ser praticada em grupo torna-se uma modalidade enfadonha, solitária. Para mim não é nada disso porque entendo que não estou verdadeiramente sozinha. Sou eu e os meus pensamentos. 

Posto isto, pensei que só havia uma solução para contornar esta situação inédita, que seria adquirir os equipamentos indispensáveis para fazer uma réplica o mais fiel possível dos meus treinos diários habituais. Se bem pensado, bem feito. Eles aí estão e não lhes tenho dado descanso. E quero mais!

Os meus treinos diários iniciam-se com uma corrida à volta do quarteirão que inclui uma subida para aquecer, até sentir o sangue fervente a circular nas veias. O percurso não é comprido, mas é intenso e sem permissão para parar. Brevemente terá de ser mais extenso porque o corpo já está a habituar-se...  Tenho de ser honesta comigo para perceber quando já estou na zona de conforto e evitar cair nesse logro 

Depois segue-se cerca de uma hora e meia de exercícios com pesos no meu ginásio algo rudimentar mas suficiente. Escusado será dizer que não me permito a baldas. Não é por não estar a ser vigiada que me dou a aldrabices. E que ganharia eu com isso?? 

Só posso dizer que estou bastante satisfeita! Disse atrás que a preferência pela modalidade de musculação terá possivelmente muito a ver com a minha personalidade. Gosto de estar comigo. Gosto de me automotivar e faço muita vez o exercício da automotivação, utilizando estratégias que funcionam muito bem comigo. Ou seja, não preciso de companhia para me motivar. O meu bem estar e satisfação comigo própria são o que me motiva. Bem trabalhado, chega-se a um ponto que a necessidade de cumprir aquele ritual de exercício se torna um vício, que se não for satisfeito nem andamos bem. 

Neste vídeo há personagens que falam do grupo como factor motivador, mas há também os  apaixonados pela modalidade, quiçá os mais fortes psicologicamente, que não precisam do incentivo do grupo. O mais importante é definir um objectivo e depois dar o máximo para o atingir, evidenciando assim a nossa verdadeira têmpera. Quanto aos outros, os do grupo, não podem fazer os exercícios por nós, porque havemos, então, de precisar deles?... Tão simples quanto isto... Eu sou assim, pois. 

 

 

 

giphy_10c482c0-2e80-48d5-8fa3-a4d681813259_large.g

 

 

 

 

 

 

 

 

 

14
Mai20

Percursos inesperados


Milu

m000119791.jpg

 

A vida é mesmo um livro com muitas páginas, capítulos e subcapítulos.

No constante virar de páginas e inauguração de novos capítulos,  há inusitados  que, quer queiramos, quer não, estabelecem um marco para  um novo tempo, para um futuro que se vai  revelando, que vai tomando forma. Para a semana recomeçarei a minha vida activa/profissional.

Mas eu já não sou a mesma!

O tempo em que permaneci em casa foi tudo menos estéril. Tive a presença de espírito necessária para não descurar o sentido de oportunidade e esforcei-me veementemente para compensar as perdas com  ganhos, para melhorar, para acrescentar...

Foi  como atirar  uma pedra a um charco, para fazer agitar as águas estagnadas. 

 

fa8bb414315622d9175381fde4195c94.jpg

Com efeito, durante este tempo não fiquei inactiva, pois tornei-me uma amante da policultura doméstica. Criei também o meu ginásio doméstico e tenho outras ideias que, por enquanto, não quero revelar, já que ainda estão em embrião. Mas uma coisa traz sempre outra... E assim sucessivamente. 

Eis mais umas fotos de uma pequena parte da minha horta, que não me canso de partilhar. As abóboras já com bastante rama e um novo canteiro que se encontra todo semeadinho. Estou em pulgas para começar a ver tudo a rebentar! 

 

A Horta

96735670_272894597198413_5358819416635080704_n.jpg

As minhas abóboras

 

97816732_1332862793589799_9143572244574765056_n.jp

O meu novo canteiro (cercado por fio azul) onde pratiquei a policultura intensiva.   Está todo semeado 

96786797_2635844729969461_5828837427506053120_n.jp

O Francisco Espanta Pardais 

97008772_240863637140709_6059751477977546752_n.jpg

O Manel Espanta Pardais, irmão do Francisco

98190914_685427355336796_3983253438833098752_n.jpg

Mais um almocinho com os meus produtos hortícolas (menos o tomate)

 

O Ginásio

 

96756062_943208372766547_7517778521465290752_n.jpg

 

Sem Títuloui.jpg

 

A Lolitinha, pequenina, fofinha, "queriducha"

Ainda assim, o melhor que me aconteceu nestes últimos tempos, um pouco antes da malfadada pandemia, foi ter adoptado a minha tão querida cadelinha. Começo e termino todos os dias com o coração inundado de ternura por ela. Há lá coisa melhor que é ter um docinho destes a perseguir-nos pela casa?  

 

96784411_706676463401012_3429738905790840832_n.jpg

 

7a962f85271b11310d961b24b28148c1.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais sobre mim

Sigam-me

Calendário

Eu

Lolita

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D